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sábado, 27 de junho de 2009

Meio Ambiente

Da matéria plástica à orgânica
Fungo original das matas brasileiras é capaz de retirar nutrientes de polímeros sintéticos, mostra estudo

Um dos grandes inimigos do ambiente, o plástico vem se mostrando de difícil controle. Até agora, as formas de descartá-lo — incineração, depósito no solo e mesmo a reciclagem (pelo consumo de água e energia) — são poluentes. Uma opção ecológica para dar fim a esse material pode ser a biodegradação.

Um tipo de fungo original das matas brasileiras, o Pleurotus sp, é capaz de retirar nutrientes dos polímeros sintéticos (PET), transformando em matéria orgânica o que era plástico. É o que aponta estudo realizado por Kethlen Rose Inácio da Silva, com orientação de Lucia Regina Durrant, na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os melhores resultados foram obtidos pela ação de fungos que cresceram em condições muito semelhantes ao seu hábitat natural, isto é, em materiais sólidos sem contato ou quase nenhum contato com água (fermentação semi-sólida).

“Utilizamos uma metodologia pioneira que possibilitou a identificação das condições mais apropriadas ao estudo pelo teste de diversas variáveis, como temperatura, pH e nutrientes”, explica Silva. O próximo passo da pesquisa é otimizar as variáveis influentes na biodegradação, focando-se na fermentação semi-sólida.

O estudo surgiu da necessidade urgente de conter o impacto do plástico no meio ambiente. Só no município de São Paulo, o plástico é o segundo elemento mais encontrado no lixo, correspondendo a 23% do peso total dos resíduos encaminhados para o aterro sanitário, uma parcela muito significativa considerando que é um material extremamente leve.

Silva ressalta que a melhor forma de remediar a situação é racionar o uso. “A biodegradação dos plásticos é importante no cenário atual, mas ainda é uma ação emergencial, pois não atinge a origem do problema: o uso excessivo do material”, alerta a cientista.

FONTE:http://cienciahoje.uol.com.br/147343

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Curiosidades Físicas!

Por que os gatos se machucam mais quando caem do primeiro piso do que ao cair do 2º ou do 3º piso?

É bem conhecido dos veterinários que a queda dos gatos tem piores conseqüências quando acontecem do primeiro piso do que do 2º ou 3º. A explicação é a seguinte: quando o gato nota a aceleração de queda, adota uma postura encolhida com as patas estiradas, o que lhe permite, ao chegar ao solo, amortecer o efeito do impacto. Se a queda ocorre desde o primeiro piso, o gato não tem tempo de adotar a mencionada postura.

Parece lógico pensar que a partir da altura em que o gato pode adotar a postura defensiva, quanto maior seja altura maior serão as conseqüências do choque. Surpreendentemente não é assim. Os danos produzidos pela queda aumentam com a altura até um certo ponto, a partir do qual se produz uma diminuição dos danos. A curiosa explicação é a seguinte:

O gato adota uma postura defensiva só quando nota a aceleração de queda. Quando ele alcança a velocidade limite (Força peso = Força de resistência do ar), deixa de haver aceleração e o gato relaxa sua postura que por ser menos encolhida, oferece maior superfície de contato com o ar. Este aumento de superfície traz consigo uma maior resistência do ar freiando a queda e conseguindo uma velocidade limite menor.

FONTE:www.saladefisica.cjb.net

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mata Atlântica

Más notícias para a mata atlântica
Novo levantamento mostra que ritmo do desmatamento não diminuiu, apesar de lei de proteção


Trecho de mata atlântica em Paraty (RJ). Esse é um dos biomas mais ameaçados do mundo e hoje ocupa apenas 7,9% do seu território original, segundo levantamento realizado pela SOS Mata Atlântica e pelo Inpe (foto: Glauco Umbelino / Flickr).

A aprovação em 2006 da Lei da Mata Atlântica, que regulamenta o uso e proteção da floresta, foi incapaz de proteger o mais devastado bioma brasileiro. Estatísticas divulgadas ontem mostram que, entre 2005 e 2008, foram derrubados 102.938 hectares (ha) da mata — área pouco menor que a do município do Rio de Janeiro.

A média de desmatamento permanece próxima à dos cinco anos anteriores (34.965 ha/ano). O ritmo da devastação se mantém em dez dos 17 estados brasileiros onde a floresta ocorre — Minas Gerais lidera o ranking do desmatamento.

Os dados são do Atlas dos remanescentes florestais da mata atlântica, divulgado pela fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em relação ao levantamento anterior — relativo ao período de 2000 a 2005 —, a maior mudança foi motivada pela diminuição do território de mata atlântica reconhecido legalmente. “Essa mudança excluiu principalmente os limites da mata com o cerrado”, explica Marcia Hirota, coordenadora do Atlas pela fundação.

A nova edição do levantamento mostra que, da área original da mata atlântica, apenas 7,91% da cobertura nativa ainda estão preservados, se considerados apenas fragmentos com mais de 100 hectares. Mas a área de mata nativa pula para 11,41% se forem levados em conta fragmentos menores, com entre 3 e 100 ha. Esse valor é muito próximo do índice ao qual chegara um estudo da Universidade de São Paulo (USP) divulgado em abril deste ano.

No entanto, os números do Atlas são bastante diferentes dos dados oficiais anunciados pelo governo, segundo os quais haveria 27% de mata atlântica nativa preservada. Segundo o coordenador técnico do estudo pelo Inpe, Flávio Ponzoni, essas discrepâncias se devem a diferenças metodológicas. “Não há como comparar [esses números]”, afirma o engenheiro florestal.

Campeões do desmatamento

Minas Gerais lidera o ranking do desmatamento da mata atlântica: o estado desmatou 32.728 ha do bioma nos últimos anos (rerpodução / Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica — clique no mapa para ampliá-lo).

Segundo o Atlas, Minas Gerais e Santa Catarina foram os estados que mais desmataram. A situação em Minas — que já era líder no levantamento anterior — se deve principalmente à exploração de carvão, atuação das siderurgias no estado, além da agropecuária e da especulação imobiliária. Já o destaque negativo para Santa Catarina é atribuído à revogação da Lei da Mata Atlântica e à implementação de um novo código ambiental estadual.

Na apresentação dos novos dados à imprensa, os pesquisadores da SOS Mata Atlântica afirmaram que uma maior fiscalização e controle da floresta por parte do governo diminuiria o ritmo contínuo de devastação. No entanto, como grande parte do que resta do bioma está em propriedades particulares, os esforços também devem se voltar para essas áreas.

“Tudo depende do incentivo que esses particulares têm para manter a cobertura florestal ou ampliá-la”, pondera Flávio Ponzoni. “Têm tramitado no congresso algumas leis que procuram incentivar a manutenção da cobertura florestal mediante a isenção de impostos, mas não sei qual é a eficácia delas nesse sentido.”

A última edição do Atlas traz o mapeamento de 93% do território ocupado pela mata atlântica — sete estados não foram incluídos no levantamento. “Os trabalhos nesses outros estados estão em curso, inclusive no Piauí, onde o mapeamento jamais foi realizado”, afirma Hirota.

Fonte: Ciência Hoje on-line